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Theo Notteboom realça «resultados positivos» dos portos lusos e destaca recuperação de Sines

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O especialista em Economia Portuária e Marítima, Theo Notteboom, analisou a movimentação de contentores nos portos europeus durante o ano de 2020 – um dos destaques da análise focou-se no desempenho, geralmente positivo, dos portos portugueses, e, em particular, na recuperação operada pelo líder no segmento contentorizado: o Porto de Sines. O Porto de Antuérpia foi o único a registar uma variação homóloga positiva face a 2019.

Theo Notteboom elogia performance portuguesa

«Nenhum dos portos portugueses chegou ao top 15, apesar dos resultados positivos na maioria dos portos. O Porto de Sines, o maior porto de contentores de Portugal, movimentou 1,6 milhões de TEU em 2020 (+13%), recuperando parcialmente da queda de tráfego de -19% em 2019», assinalou. A directa concorrência esteve também em evidência na análise: «A pequena diminuição do tráfego no hub de transbordo no porto vizinho de Algeciras contrasta fortemente com o crescimento acentuado de +20% em Tanger Med via Estreito de Gibraltar (5,8 milhões de TEU em 2020)».

Antuérpia: único grande porto a registar um crescimento de TEU em 2020

O Porto de Antuérpia «é o único grande porto gateway europeu que conseguiu apresentar um crescimento positivo (+1,4%)». O outro porto de contentores belga, Zeebrugge, movimentou 1,8 milhões de TEU (+ 10,3%; 16º maior porto de contentores da Europa) resultante do volume adicional gerado no terminal gerido pela Cosco Shipping. Theo Notteboom lembrou que os portos de Antuérpia e Zeebrugge iniciaram um processo de fusão. O volume combinado destes dois portos portuários será de 13,8 milhões de TEU em 2020, «apenas meio milhão abaixo do volume de Roterdão».

Top-15 perdeu -2,8% face a 2019

No panorama global, os 15 principais portos do continente europeu movimentaram 76,8 milhões de TEU em 2020, menos -2,8% em comparação com o ano de 2019, constatou o especialista, co-fundador da Port Economics. «Embora o novo coronavírus tenha surgido na China em Dezembro de 2019, seu impacto nos portos europeus só começou a ser visível em Março de 2020», frisou Theo Notteboom, denotando que quase todos estes portos «registaram um forte recuperação no segundo semestre de 2020, reduzindo assim as perdas globais de TEU em 2020».

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