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Torrestir adaptou-se e saiu ainda mais forte da crise: «Estamos habituados a estas situações»

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A actividade económica entra, actualmente, numa fase de reboot operacional após várias semanas de confinamento, restrições e uma ameaçadora estagnação comercial. Mas, para muitas empresas, como a Torrestir, o medo não foi opção: o imperativo de manter funcionais as cadeias de abastecimento foi levado a sério e as duras exigências de transporte de bens essenciais foram seguidas à risca. A empresa portuguesa recebeu, no passado dia 29 de Maio, a vista dos Secretários do Planeamento e das Infra-estruturas – na sede, em Braga, os representantes do Governo reuniram-se com a direcção da Torrestir para analisar a resposta logística à pandemia e exaltar os esforços feitos em tempo de crise.

Torrestir orgulhosa da forma como lidou com a crise pandémica

A Revista Cargo marcou presença no evento e acompanhou a par e passo as ocorrências do dia, que contaram com um périplo pelas instalações da Torrestir e declarações dos intervenientes directos, com destaque primacial para Fernando Torres, presidente do Grupo Torrestir. Ao analisar os impactos da pandemia e a estratégia adoptada pela empresa para lidar com o inesperado, o timoneiro do grupo mostrou-se orgulhoso pelo forte contributo dado ao país e lembrou que a Torrestir não incumpriu com as suas obrigações, para com clientes, parceiros, funcionários ou Estado. «Mantivemos o pessoal todo e não enviámos ninguém para lay-off, pagamos os nossos impostos, não fizemos moras aos bancos e temos tudo em dia. Isto é um orgulho muito grande para nós», ressalvou Fernando Torres, em declarações aos jornalistas presentes.

Durante o período crítico, explicou, «tivemos que adaptar a nossa frota a este novo serviço, tivemos que adquirir alguma frota nova para fazer a distribuição de bens elementares. Criámos parcerias com pequenos agricultores e pequenas fábricas para fazerem cabazes e puderem vender os seus produtos enquanto nós executamos as entregas. Fizemos a distribuição porta a porta de medicamentos, portanto, tivemos que adaptar a frota e alugar alguns espaços em aviões na China, para trazer para cá máscaras e todo o material médico necessário. Trabalhámos noite e dia. Hoje era um preço, amanhã já era outro, e tudo pago em adiantado». Os entraves, apesar de múltiplos, não dobraram a resiliência da Torrestir, assegurou. Apesar de duro, o desafio «foi fácil» – «nós já estamos habituados a estas situações. Nós fazemos a distribuição no nosso país em 24 horas, fazemos Espanha, uma parte em 24 horas e outra em 48 horas; fazemos Europa em 48 horas, portanto…já estamos habituados», rematou Fernando Torres.

Empresa é «parceiro fundamental» na dinamização da região e «exemplo» a seguir

Com quase seis décadas de existência, a Torrestir possui actualmente uma posição de destaque na área de logística e transportes de mercadoria a nível nacional e internacional, assente na capacidade de inovar e de responder às exigências do mercado – uma das provas destas valências foi a forma exemplar como atravessou a crise sanitária, nunca deixando de ser um pilar logístico, dinamizador da actividade económica na região bracarense e um pouco por todo o país, graça à sua alargada influência operacional. Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, marcou também presença no evento e deixou elogiosas palavras à actuação da Torrestir e dos seus trabalhadores, não deixando de dar relevo à importância de todo o sector do Transporte e Logística na manutenção do fluxo logístico em tempos de restrições, isolamento e estagnação.

O autarca deixou uma palavra de «reconhecimento» para com o sector de actividade e respectivos profissionais. «Quase por coincidência hoje mesmo ouvi numa rádio nacional alguém a invocar os motoristas que ficaram horas e horas em filas, nas fronteiras, para puderem atravessar e assegurarem o abastecimento. As dificuldades que tiveram que enfrentar, muitas vezes nem podendo ir a um restaurante para fazerem uma normal refeição. Nós, no dia-a-dia, por vezes esquecemos essa realidade – é um testemunho muito justo de agradecimento que aqui foi feito e ao qual me queria associar», declarou Ricardo Rio, passando depois o foco do discurso para a Torrestir e a sua actuação durante a crise sanitária.

«A Torrestir tem sido uma empresa que, além de cumprir essa missão essencial do ponto de vista dos serviços que lhe estão confiados, tem sido também, na pessoa do seu presidente, uma empresa absolutamente responsável do ponto de vista social e um parceiro fundamental em muitos projectos, especialmente neste contexto da pandemia. Hoje mesmo estávamos a articular o transporte dos bens que foram adquiridos pelo município de Braga e que chegaram ontem no voo que veio da China e que está a ser – tal como já aconteceu em outras ocasiões – transportado, de forma absolutamente graciosa pela Torrestir para a nossa cidade. Vimos o que foi o apoio que foi dado ao Hospital de Braga, a muitas empresas e a estudantes da Universidade do Minho – portanto, trata-se de uma empresa que, além de ser uma das nossas embaixadoras empresariais – pelo que representa do ponto de vista económico – é uma empresa que está comprometida com a comunidade, o que nos deixa satisfeitos», comentou.

Investimento de 35 milhões no Terminal Logístico de Vilaça

O autarca deu ainda revelou às apostas estratégicas da empresa para o seu contínuo desenvolvimento, como o investimento infra-estrutural no Terminal Logístico de Vilaça. «Em termos de perspectivas de futuro, é uma empresa que dá o exemplo. Aqui mesmo mais apresentados, mais uma vez, dois projectos que são muito importantes: a requalificação deste espaço para a nova sede da empresa e o Terminal Logístico de Vilaça, que só por si representa um investimento de 35 milhões de euros, com muitos postos de trabalho que aqui serão criados. Isso é o farol que nos deve iluminar em termos de evolução futura do resto da actividade económica», rematou Ricardo Rio, em declarações captadas pelo microfone da Revista Cargo. A visita dos secretários de Estado José Gomes Mendes e Jorge Delgado à sede da empresa terminou por volta das 13 horas.

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