ferrovia transporte Comissão Europeia

Transporte ferroviário tem de se assumir por via da concorrência, vinca a Comissão Europeia

Terrestre Comentários fechados em Transporte ferroviário tem de se assumir por via da concorrência, vinca a Comissão Europeia 226
Tempo de Leitura: 2 minutos

Na mais recente conferência sobre alta velocidade na ferrovia, realizada em Lisboa, especialistas europeus debruçaram-se sobre o actual estado da arte em termos deste segmento de transporte no velho continente. Segundo reportagem do jornal ‘Público‘, a posição dominante entre as dezenas de especialistas ferroviárias faz a apologia das vantagens deste modo ferroviário face aos outros modos de transporte no âmbito da transição climática.

«Já não há dúvidas. O transporte ferroviário é um transporte do futuro. É verde e sustentável. Não se cumprirão as metas climáticas sem ele! É confortável e seguro. É o meio de transporte terrestre mais seguro e com menor incidência de acidentes fatais. É eficaz e proporciona qualidade de vida aos nossos cidadãos», comentou Jorge Delgado, Secretário de Estado dos Transportes, fazendo o resumo da opinião dominante.

Carlo Secchi, coordenador do Corredor Atlântico, também se pronunciou, citado pela peça do jornalista Carlos Cipriano: «Na China libertou mais espaço nas redes convencionais para os comboios de mercadorias, criou-se mais empregos, aumentou o crescimento de cidades secundárias, e tudo isto com maior sustentabilidade ecológica e com um rácio custo-benefício positivo em centenas de milhões de euros», comentou o responsável.

Analisando os exemplos da China e do Japão como casos de sucesso do impacto de uma rede de alta velocidade, coordenador do Corredor Atlântico explicou que, por terras nipónicas, «o comboio de alta velocidade substituiu as viagens aéreas em distâncias de 750 quilómetros», e que, por terras chinesas, a alta velocidade fez baixar os custos das tarifas aéreas e levou à eliminação de voos entre cidades que distam 500 quilómetros.

Secchi deixou, ainda assim, um alerta: «Não temos o luxo de sermos uma mesma entidade com um financiamento comum» para apostar na construção de 22 mil quilómetros de linhas de alta velocidade. Secchi salientou que o governo chinês financiou este avultado projecto em cerca de 60%, mas que 40% foi financiado pelo mercado através de obrigações, naquilo que constitui «um investimento seguro garantido pelo Estado».

Fonte: Público

Author

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com