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Transporte rodoviário de mercadorias registou volume de negócios de 2900 milhões em 2019

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O sector do transporte rodoviário de mercadorias está sob os holofotes mediáticos – numa altura em que os novo CCTV (acordado em Outubro do ano passado) entrou totalmente em vigor, redefinindo as práticas e os custos suportados pelas empresas, um recente estudo levado a cabo pelo observatório da empresa de Informa D&B indica que o transporte rodoviário de mercadorias em Portugal registou um volume de negócios de 2.900 milhões de euros no ano passado, o que traduz uma subida de 2% face ao ano anterior.

Tal como a Revista Cargo havia já noticiado, um olhar sobre o panorama do transporte rodoviário de mercadorias da Península Ibérica indica que 2019 voltou a ser um ano de crescimento – o sexto consecutivo já. Em Portugal, o volume de negócios total aumentou +2,8%, para 18,3 mil milhões de euros. Já o mercado espanhol facturou 15.400 milhões de euros, número que se traduziu numa subida de 3%. O relatório frisa que no mercado português os serviços de transporte internacional de mercadorias representam cerca de metade do total, ao passo que, em Espanha, o peso do transporte transfronteiriço é de apenas aproximadamente 20%.

Duros tempos no horizonte para o sector do transporte rodoviário de mercadorias

Em Portugal, as cinco maiores transportadoras rodoviários de mercadorias valem 17,1% do mercado e as dez maiores representam 26,4%. O volume de carga transportada em Portugal ficou sensivelmente abaixo dos 30 mil milhões de toneladas-quilómetro. Já em Espanha, esse valor ascendeu a 230 mil milhões de toneladas-quilómetro. O ano de 2020, segundo explicou a ANTRAM através de um comunicado, divulgado em Dezembro passado, será uma autêntica prova de fogo para as empresas portuguesas, que enfrentarão adicionais custos com a entrada em vigor do novo CCTV. Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, havia já reconhecido que, depois da dura negociação, seguir-se-ia sempre a «luta comercial».

«Ultrapassada esta questão – os tumultos que se viveram este ano – os transportadores vão iniciar outra luta, que é a luta comercial, já que alguém terá de pagar isto. O preço de qualquer produto tem transporte, portanto, se o custo aumenta, o custo dos produtos vai aumentar. É nos clientes que temos de reflectir estes aumentos», comentava, à Revista Cargo, o presidente da associação, após a assinatura do novo CCTV, decorria o dia 29 de Outubro. «Seja para os combustíveis ou para os produtos de super-mercado: tudo isto, pressionado por aumentos laborais…é óbvio que se vai reflectir nos preços. As empresas de transporte actualmente não têm margem para absorver qualquer tipo de aumentos de custo desta natureza, portanto, dificilmente as empresas conseguem absorver parte disto. A próxima guerra é uma guerra dos clientes», explicava.

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