UE cria fundo de 200 milhões de euros para a digitalização do sector ferroviário

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A Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) lançaram, no dia 28 de Março, o novo Transport Blending Facility do Fundo Europeu para o Ambiente, um instrumento financeiro para projectos sustentáveis ​​e eficientes.

Orçamento de 200 milhões para acelerar a implantação do ERTMS, «pedra angular da digitalização do sector»

Com um orçamento inicial de 200 milhões de euros disponibilizado pela União Europeia (UE), este mecanismo financiará investimentos no ERTMS (Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário) e na infra-estrutura dos combustível alternativos. Para tal, mobilizará fundos do BEI, dos bancos nacionais e também do sector privado.

«Investimos hoje [28 de Março] 200 milhões para o desenvolvimento de combustíveis alternativos, bem como para aceleração do processo de  implantação do ERTMS, que é uma pedra angular para a digitalização do sector ferroviário», comentou Violeta Bulc, Comissária dos Transportes.

O mecanismo está em consonância com os objectivos europeus de descarbonização e digitalização dos transportes, bem como do desígnio da mobilidade inteligente, «sustentável, inclusiva, segura e protegida». Além disso, para promover a implantação de projectos maturados, Bruxelas estabeleceu pela primeira vez um mecanismo que permitirá a apresentação de pedidos de assistência financeira – em carácter permanente – até Março de 2021.

UE almeja sistema de transporte «limpo e digital»

Segundo Violeta Bulc, a UE está a cumprir a sua «agenda rumo a um sistema de transporte limpo e digital. Devido à sua natureza inovadora, não tenho dúvidas de que o mecanismo facilitará o investimento e contribuirá para a modernização e maior eficiência do transporte europeu», comentou.

Para o vice-presidente do BEI, responsável pela divisão dos Transportes, esta trata-se de uma «iniciativa piloto emocionante para capitalizar sobre o mix call, para complementar os instrumentos financeiros do CEF e European Fund for Strategic Investiments, bem como para desbloquear novos investimentos nos domínios dos veículos movidos a combustíveis alternativos, infra – estruturas e ERTMS», afirmou Vazil Hudak.

As redes transeuropeias e a cooperação transfronteiriça são tidas como «cruciais» para a consolidação do mercado único. Os operadores privados e autoridades nacionais não têm recursos suficientes para investir em projectos de infra-estrutura, sem a intervenção de incentivos da UE, frisou a Comissão através de uma nota.

A combinação de subvenções da UE e financiamento de bancos públicos e do sector privado poderá ser o caminho ideal para mobilizar recursos para apoiar os objectivos fundamentais da política da UE.

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