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UNCTAD alerta: é preciso «avaliar as implicações» da consolidação no ‘Shipping’

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A mais recente versão da Review of Maritime Transport da UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development) dá conta da contínua e impiedosa consolidação no âmago do transporte marítimo contentorizado, ressalvando os efeitos extremamente dinâmicos e complexos que tal processo vem desencadeado na relação intrincada entre portos e companhias marítimas – no fim de contas, são as alianças que mais parecem sair a ganhar.

Consolidação de vento em popa dá hegemonia de mercado às alianças marítimas

Não se afigura uma novidade ou sequer o aprofundamento de uma tendência global: a verdade é que o relatório da UNCTAD transparece aquilo a que o sector, de forma dura, já absorveu. A consolidação, que teve contornos viscerais em 2016 (com a queda total da Hanjin Shipping) e que ganhou ímpeto em 2017 com várias aquisições de nomeada, manteve o seu fulgor, atingindo o pico com a fusão da COSCO Shipping com a OOCL. Nada de novo.

No entanto, o documento destaca a dinâmica que desse processo resulta: à boleia das sinergias e das parcerias operacionais, as companhias marítimas mais pujantes são, cada vez mais, as grandes – e indomáveis – donas dos oceanos. O figurino global é hoje composto por alianças marítimas cada vez mais magnéticas que concentram em si uma quota de mercado avassaladora – algo que foi acentuado pela criação da nipónica ONE.

UNCTAD: concentração de capacidade do top-10 já vai nos 70%

Lembra o relatório da UNCTAD: em Janeiro deste ano, as 15 principais linhas de transporte marítimo representavam 70,3% de toda a capacidade distribuída pelo globo. Esta quota aumentou ainda mais com a conclusão dos processos pendentes de fusão (como o da COSCO-OOCL, por exemplo). Em Junho passado, as dez principais operadoras controlam já uma percentagem que roça esses mesmos 70%.

Infere a UNCTAD que a consolidação – que se mantém estável – é passível de reforçar o poder de mercado das alianças actuais, potencialmente conduzindo à diminuição da oferta e qualidade de serviço e também a preços mais elevados. Alguns desses efeitos negativos poderão, adianta o relatório, ser já uma realidade: entre 2017 e 2018, nota a UNCTAD que o número de operadores diminuiu em vários pequenos Estados insulares.

Shamika N. Sirimanne deixa alerta: é preciso «avaliar as implicações» das fusões e alianças

Por isso, o documento deixa um alerta, através das palavras de Shamika N. Sirimanne, directora da Divisão de Tecnologia e Logística da UNCTAD: «Existe a necessidade de avaliar as implicações das fusões, das alianças e da integração vertical dentro da indústria, a fim de abordar quaisquer potenciais efeitos negativos»; tal, lembrou ainda, «exigirá o compromisso de todas as partes relevantes, especialmente das autoridades nacionais de concorrência, das linhas de contentores, transportadoras e dos portos».

 

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