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Vagões individuais autónomos: o conceito que quer tornar a ferrovia mais flexível e competitiva

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Um novo conceito ganha forma no horizonte do transporte ferroviário de cargas: vagões individuais autónomos que enveredam por qualquer caminho-de-ferro acessível: este é, para Paul van Bers, o futuro do frete ferroviário.

O gestor de projectos inovadores da Container Shift2rail, acredita que os vagões individuais autónomos, por si idealizados, tornarão as ferrovias tão flexíveis quanto a rodovia. Van Bers apresentará esta inovação no Freight and Terminal Forum, que se realizará de 26 a 28 de Março em Utrecht, na Holanda.

Distribuição das bagagens no aeroporto: a metáfora que fez nascer a ideia dos vagões individuais autónomos

Como nasceu a ideia? Em 2012, enquanto recolhia a sua mala à saída de um aeroporto, van Bers viu na cintura automática que revela as bagagens a metáfora ideal para a revolução do transporte ferroviária de cargas. «Percebi que este é o futuro do transporte ferroviário», disse – citado pelo portal Rail Freight -lembrando que milhares de malas são lançadas e que cada uma encontra o seu destino correcto.

«É assim que os contentores individuais devem ser organizados e distribuídos para acabar no caminho certo. É um serviço de primeira milha em vez de ser de última milha», comentou, explicando a sua ideia, que já foi alvo de financiamento por parte do Executivo holandês. Em 2014, Dois anos depois, o vagão materializou-se. A RWTH Aachen University construiu uma unidade automatizada e o software foi fornecido pela Container shift2rail.

Vagões inteligentes darão a flexibilidade que faltava à ferrovia

O software torna o vagão autónomo e providencia-lhe inteligência – poderá operar recorrendo ao improviso e estará capacidade para reagir a adversidades ou situações imprevisíveis, podendo igualmente operar em simultâneo com o sistema de gestão de tráfego de uma determinada rede, uma vez que é capaz de apurar a disponibilidade de um caminho-de-ferro. Como tal, não precisa de pedir a definição de um trajecto com antecedência.

Na visão de van Bers, este é o passo que falta para tornar o caminho-de-ferro tão competitivo quanto a estrada. «A ferrovia é uma modalidade não flexível; quando um operador deseja realizar uma viagem de comboio, deve primeiro verificar a disponibilidade do caminho-de-ferro, e, em seguida, solicitar o acesso com dias de antecedência. Já o camião pode partir quando necessário. Este vagão autónomo pode fazer o mesmo», explicou.

Comboios mais longos são a solução para uma maior competitividade? Apenas para os granéis, alerta van Bers

«Actualmente, o sector está focado em comboios mais longos, para poder transportar mais carga em uma jornada apenas. Essa é uma boa solução para o transporte de granéis, que geralmente requer vários vagões para a mesma carga. Mas os contentores são como as pessoas: todos têm uma origem diferente e vários destinos. Se estes podem ser movidos individualmente e imediatamente quando necessário, a ferrovia tornar-se-á uma modalidade mais flexível», rematou.

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