Portos com quebra de 10% nos contentores até Fevereiro

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Os dados da AMT relativamente à movimentação portuária nos portos do Continente dão conta de uma contracção que sucede a um período de intensos picos de movimentação de carga – esse «excepcional comportamento» de 2017, detalha a AMT, «elevou a fasquia a um nível de que se revelou de difícil superação no início de 2018, estando o movimento global de carga a regressar à trajectória anterior».



Cargas com «comportamento maioritariamente negativo»

No que concerne ao período Janeiro-Fevereiro, explica a AMT que as várias tipologias de carga registaram «um comportamento maioritariamente negativo, tendo na carga Ro-Ro, nos produtos agrícolas e nos outros granéis Sólidos as únicas excepções, registando, respectivamente, variações positivas de +19,9%, +33,1% e +6,7%». De acordo com os dados da AMT, estas perdas «assumem particular expressão no caso da carga contentorizada e dos produtos petrolíferos».

Ainda que apresentado as quotas mais altas (35,1% e 17,6%), os contentores e os produtos petrolíferos registam «quebras de -12,7% e -14,8% (sucumbindo ao pico verificado no período homólogo de 2017 face a 2016)». Dignas de destaque foram também as «significativas» perdas no volume do carvão e da carga fraccionada, que, detendo quotas na casa de 5%, perdem mais de 100 mil toneladas, registando quebras de -15,9% e de -11,9%, respectivamente.

Contentores com variação negativa de -10% perdem 50 mil TEU até Fevereiro

Na movimentação de contentores deu-se uma variação negativa global de -10%, número que espelha «uma perda de 50 mil TEU», explica a AMT; esta variação negativa é, principalmente, reflexo do desempenho do Porto de Sines, «cujo movimento registou -54,5 mil TEU do que no período homólogo de 2017, que corresponde a uma quebra de -17,6%». Leixões e Figueira da Foz acompanharam Sines nesta variação (-0,8% e de -5,6%), representando «uma redução total de -55,5 mil TEU».

Lisboa e Setúbal em sentido inverso

Em sentido inverso a esta tendência nos contentores esteve o «desempenho positivo de Lisboa e Setúbal com acréscimos, respectivos, de +5,4% e +8%, traduzindo-se num aumento de +5,5 mil TEU». O movimento observado nos portos comerciais do Continente, tendo o respectivo hinterland como origem ou destino, registou em Janeiro-Fevereiro de 2018 «um comportamento positivo, quer no porto de Sines, com +9,3%, quer em termos globais, com um acréscimo de cerca de +2,1%».

Sines, esteio do transhipment, continua a ter neste tipo de tráfego um elemento «determinante» no segmento dos contentores, tendo este sido o «responsável pela variação global negativa apresentada no período em análise, com uma quebra de -22,9%, sendo que representou 78,1% do volume total de TEU movimentado no próprio porto e 44,3% do volume total.  De referir que estes valores são reflexo do pico de movimento observado em 2017 face a 2016«, explica a AMT.

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro mostram perfis de exportadores

Entre os portos mais exportadores estão Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro – estes vincaram o seu perfil de portos exportadores, «registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, de 79,1%, 67,7%, 51,5% e 100%, respectivamente».

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