Vila Nova da Barquinha promove debate sobre potencialidades da base aérea de Tancos

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É já no dia 5 de Fevereiro (Quarta-feira) que Vila Nova da Barquinha será palco de um debate que visará analisar as potencialidades da ex-Base Aérea de Tancos no que toca a servir os interesses regionais e nacionais – a pista de 2440 metros será o cerne da discussão que ocorrerá pelas 21:30 horas, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha. Estão convidados como oradores João Roque e Paulo Soares ambos pilotos de linha aérea e António Nabo Martins, Presidente Executivo da Associação dos Transitários de Portugal (APAT). A iniciativa tem entrada livre.

Autarcas falam em «mais-valias únicas»…

Recentemente, os autarcas do Médio Tejo estiveram reunidos no âmbito da Comunidade Intermunicipal, tendo, aí, defendido as «mais-valias únicas» da criação de um aeroporto regional em Tancos, tendo deliberado, por unanimidade, a solicitação de uma reunião urgente ao Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos. Refira-se que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo anunciou igualmente que vai adjudicar um estudo preliminar para o aproveitamento do aeródromo de Tancos para aviação civil.

Em Janeiro, os 13 autarcas do Médio Tejo fizeram a apologia da criação de um aeroporto regional em Tancos (Vila Nova da Barquinha). Em declarações à Lusa, o secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Miguel Pombeiro, disse que esta posição «pretende fazer vincar as mais valias únicas de uma estrutura aeronáutica que já existe, que tem condições únicas em termos estratégicos e geográficos e que está sub-aproveitada». O responsável relevou «relação custo-benefício, em termos de análise de eventual investimento de, retorno único e imbatível».

…e buscam «definição política clara e objectiva sobre o aeródromo de Tancos»

Via comunicado, a Comunidade Intermunicipal vincou que os autarcas da região «querem obter uma definição política clara e objectiva sobre o aeródromo de Tancos, uma infra-estrutura aeronáutica essencial para a região do Médio Tejo e para o interior», sobre a qual, «desde há largos anos, se tem vindo a equacionar a pertinência de aproveitamento, conjugando funções militares e civis, para criação de um aeroporto regional». A ex-Base Aérea n.º 3 da Força Aérea está dotada de duas pistas de 2.440 metros e 1.200 metros de comprimento, respectivamente.

«Ambas apresentam grande potencial, contudo, carecem de intervenções urgentes nas infra-estruturas aeronáuticas adjacentes», salienta a nota da CIMT, que defende que «uma intervenção, com a conservação ou criação de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional, contribuiria para atenuar assimetrias de desenvolvimento» em zonas de baixa densidade. O aeroporto regional permitiria ainda, frisam os autarcas, «uma penetração no mercado internacional das empresas da área da indústria automóvel (em Abrantes), curtumes (Alcanena), têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário (Sertã, Mação e Vila de Rei) e papel (em Constância e Torres Novas)».

Com Lusa

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