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Viseu, Aveiro e Braga unem forças: Portugal tem de se «integrar nas linhas transeuropeias»

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Segundo adiantou o ‘Jornal do Centro‘, Viseu juntou-se a Aveiro, Braga e ao Conselho Empresarial do Centro na reivindicação da integração de Portugal na ferrovia europeia – Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, vincou que o país «não pode perder mais esta oportunidade de se integrar nas linhas ferroviárias transeuropeias». O autarca já subscreveu a carta conjunta que defende esta exigência.

«Não tem aqui muitos autarcas porque não houve a preocupação de reunir muitas assinaturas, mas assinaram os autarcas de Viseu, Aveiro e Braga, entre muitas personalidades que se dedicam ao estudo destas matérias. De uma vez por todos, que esta ligação do eixo europeu seja uma prioridade. Este é o momento para unir vozes e não o momento de falarmos à porta fechada», salientou o autarca, em declarações à imprensa regional.

A carta já foi enviada à comissária europeia dos Transportes, Adina Valean, e subscrita também por ex-governantes, investigadores e empresários – nela fica patente a preocupação com o potencial «risco de isolamento da economia portuguesa», causada pelo desinvestimento na rede, que conta já com várias décadas de vigência – uma realidade que o próprio Ministro das Infra-estruturas já reconheceu.

Assim, os subscritores da missiva pretendem ver clarificada a vertente ferroviária da Rede Transeuropeia de Transportes (TEN-T) no país, depois de Adina Valean ter chamado a atenção para o perigo de as regiões periféricas ficarem de fora da plataforma. Na visão dos mesmos, Portugal corre o risco de se tornar uma ilha afastada do velho continente por falta de aposta na migração para a bitola europeia.

Linha do Douro Ferrovia Portugal«Como cidadãos, alguns de nós com responsabilidades institucionais nas regiões e nas mais representativas associações empresariais portuguesas, queremos alertá-la para o risco de isso acontecer em Portugal, país periférico que tende a tornar-se uma ilha ferroviária na Europa, devido ao sistemático atraso em adoptar a bitola europeia (1435 mm) nas suas linhas internacionais», vinca a missiva, citada pelo ‘Jornal do Centro’.

Os subscritores afrontam o cenário de certificação de várias linhas ferroviárias do país, integrados no Corredor Atlântico da Rede Core, com a bitola ibérica (1668 mm), por banda de Bruxelas. «Estamos muito preocupados com essa possibilidade, que significa a manutenção do nosso isolamento ferroviário relativamente a toda a Europa», salienta a missiva, lembrando que tal hipótese «iria contra os objectivos e afectaria a credibilidade do novo TEN-T». O cenário, alerta ainda a carta, pode dar origem a um «erro histórico» de uma «não abertura» de Portugal à Europa.

Fonte: Jornal do Centro

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