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Vítor Enes: Resiliência da Luís Simões reside em «estar acostumada a operações multicliente»

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Para Vítor Enes, director-geral de Business Development da empresa Luís Simões, tópicos como a taxa de ocupação de camiões, os tempos de espera nos pontos de carga e descarga e a proximidade das plataformas logísticas dos centros de consumo são vitais para a persecução de uma maior eficiência logística, principalmente na fase do last mile delivery. A Logística Colaborativa dá respostas e poderá ser a chave do problema – neste contexto, a companhia logística apresenta-se mais preparada, devido ao facto de estar habituada a operações multicliente, explicou o especialista.

«As empresas privadas têm dois factores essenciais para trabalhar: satisfazer os clientes, tentar antecipar as suas necessidades e surpreendê-los e também gerar resultados. Isso leva-nos a trabalhar permanentemente em eficiência, procurar a melhoria contínua dos processos. Somos um operador rodoviário de logística que toda a gente conhece, gerimos cerca de 2 mil viaturas na Península Ibérica mas também gerimos plataformas que já chegam aos 500 mil m2», introduziu o responsável da Luís Simões, durante o webinar ‘Eficiência’, realizado pela ADFERSIT.

Logística Colaborativa: o roadmap para suportar crises como a de COVID-19

frota luis simoes«Ao nível europeu elegeram-se 3 grandes áreas para trabalhar: a descarbonização, a digitalização e as Infra-estruturas. No tema da eficiência do transporte, há questões básicas: a localização da produção, a localização do consumo – com isso define onde devemos colocar as plataformas logísticas, qual o número de km que fazemos com o transporte primário e a quantidade de km efectuados com as viaturas que executam a última milha). Nesta eficiência concorre muito a taxa de ocupação dos veículos, os tempos de espera nos pontos de carga e descarga (se melhorarmos isto seremos muito mais eficientes e teremos menos camiões na estrada nem tanta necessidade de motoristas) e o equilíbrio de fluxos», explicou.

«Todas estas são variáveis fundamentais que temos de trabalhar. Mas, o que tem acontecido? Temos trabalhado todos de uma forma individual: cada operador trata das suas operações, tratam-se dos processos individualmente. E daí vem a ideia da necessidade de uma Logística Colaborativa», prosseguiu Vítor Enes, desvendando parte do segredo do sucesso da Luís Simões. «Podemos falar, na Logística, em operações dedicadas ou multicliente. Se calhar um dos segredos da Luís Simões foi estar muito acostumada a operações multicliente, e, no mesmo armazém, colocar vários clientes e juntá-los depois por ponto de entrega. Quando se vê um camião da Luís Simões, ele leva vários clientes dentro».

Vítor Enes: «Devemos juntar massas críticas»

«Mas o que se tem visto muito é cada empresa montar a sua plataforma logística e depois, esta forma mais dedicada de operar, resiste mal a crises, nomeadamente a esta do Covid-19: quando a actividade cai a pique, os recursos ficam ociosos. Quando falamos de plataformas multicliente, é mais fácil. A questão da Logística Colaborativa é tentar juntar, nos mesmos armazéns e camiões, produtos compatíveis e que vão para o mesmo ponto de entrega. Por exemplo, na Logística Urbana deveríamos ter plataformas de aproximação à cidade, para que o mesmo camião leve todos os produtos a uma determinada zona geográfica. A Logística Colaborativa passa muito por isto, por uma maior eficiência, por uma redução do custo de transporte – para isso temos de trabalhar em conjunto todos estes processos. A eficiência não se atinge apenas à custa do preço. Devemos juntar massas críticas, devemos levar os camiões mais ocupados para termos menos pontos de entrega», detalhou Vítor Enes.

Foto: João Pedro Vale

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