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VLSFO podem levar a maiores emissões de carbono negro: Alemanha e Finlândia preocupadas

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Em vigor desde o dia 1 de Janeiro, a nova regulamentação (sobre os níveis de enxofre presentes nos combustíveis) que mudou o paradigma energético do transporte marítimo de mercadorias encara já algumas críticas, também elas derivadas da esfera ambiental: um novo estudo indica que a opção predominante para substituir os combustíveis de elevado teor de enxofre – os very low sulphur fuel oil, VLSFO –, possui maiores emissões de carbono negro do que a opção anterior, agora banida pelas novas directrizes da IMO (Organização Marítima Internacional).

Com a Sulphur Cap a descer os níveis do enxofre presente dos combustíveis para os 0,5%, a maioria dos armadores apostou no bunkering de VLSFO. Mas, adianta o portal ‘Splash‘, esta solução tem um reverso da medalha: segundo o recente estudo, apoiado pela sociedade classificadora DNL GL e pela fabricante de motores MAN ES, as novas misturas com muito baixo teor de enxofre podem conter uma grande percentagem de compostos aromáticos, que afectam directamente o volume de emissões de carbono negro. Posto isto, começam a surgir vozes contrárias à opção.

Uma submissão feita pela Finlândia e pela Alemanha à IMO sugere isso mesmo: que o VLSFO conduz a maiores emissões de carbono preto que o seu antecessor. Esta proposta, apoiada pelo estudo divulgado pelo portal ‘Splash’ contou com o suporte da Agência Alemã do Meio Ambiente. «Os novos combustíveis híbridos com 0,50% de teor de enxofre usados ​​no estudo continham uma alta proporção de compostos aromáticos na faixa de 70% a 95%, o que resultou no aumento das emissões de [carbono negro] na faixa dos 10% a 85% em comparação com High Sulphur Fuel Oil».

Já há pedidos de banição de alguns VLSFO no Árctico

Segundo indica o estudo, as emissões mais elevadas eram mais notórias quando o motor do navio funcionava com capacidade inferior à sua capacidade total. A proposta da Finlândia e da Alemanha pede que o conteúdo aromático seja incluído na especificação de combustíveis navais da norma ISO 8217 referente ao petróleo. As notícias sobre o carbono preto rapidamente levaram a que várias organizações não-governamentais pedissem que os VLSFO com elevados níveis de compostos aromáticos sejam banidos de regiões como o Árctico.

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