William Taylor perante Comité de Comércio dos EUA: «Cadeia de abastecimento está um desastre»

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Testemunhando perante o Comité de Comércio do Senado dos EUA na passada Quinta-feira, William Taylor, CEO do Taylor Group, explicou aos legisladores presentes na audição que os atrasos nas entregas das transportadoras e o rápido aumento das taxas de frete forçaram a empresa a aumentar, substancialmente, os preços que cobra aos clientes. «A cadeia de abastecimento está um desastre», atirou o responsável.

William Taylor aponta «inflação galopante em toda a cadeia de abastecimento»

A reportagem do portal norte-americano ‘Freight Waves‘ relatou, perante o Comité de Comércio do Senado, o testemunho de William Taylor, líder de uma empresa familiar em Louisville, no estado americano do Mississippi, que gera 500 milhões de dólares em receitas por ano, estando depende do transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo para fazer chegar os seus componentes e produtos aos clientes e parceiros de negócio.

«A situação está a causar uma inflação galopante em toda a cadeia de abastecimento. Até agora, mantivemos as nossas linhas a funcionar, mas enfrentamos aumentos de preços de 30% a 75% por banda dos fornecedores e empresas de transporte. A pior parte é que temos pedidos, mas não temos confiança nas cadeias de abastecimento para atender à procura. O mesmo acontece em milhares de fabricantes em toda a América», disse.

Custos acrescidos acumulam-se: situação perto de insustentabilidade

O CEO do Taylor Group explicou que as taxas médias de transporte – via marítima – de um contentor saltaram dos 4.000 dólares para 18.000 mil dólares, devido à baixa oferta e à alta procura. Para garantir que as suas linhas de produção sejam abastecidas, os seus gestores de compras estão activamente em busca de alternativas como serviços de entrega rápida e transporte aéreo em vez de marítimo – todos com custos acrescidos.

A escassez, explicou o William Taylor perante o comité, estende-se também à mão-de-obra. «Duas grandes empresas de transporte rodoviário nacionais que nos apoiam disseram -nos que estão actualmente a tentar preencher mais de 2.000 vagas de motorista», uma situação que se deve em parte, segundo as operadoras, aos subsídios de desemprego que estão a dissuadir os motoristas de voltar aos trabalhos.

Fonte: Freight Waves

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