Yilport parceria Tradelens

Yilport está apostada em «acelerar a digitalização do comércio global»

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A operadora de terminais turca Yilport revelou que desde Julho passado iniciou uma «cooperação» com a ferramenta digital resultante da parceria entre a Maersk e a IBM: a TradeLens. A integração da operadora na plataforma de Blockchain far-se-á nos terminais de Gebze e Gemport. Numa nota à qual tivemos acesso, a holding do Grupo Yildirim vinca que desempenhará o seu papel na aceleração da «digitalização do comércio global».

Yilport apoia-se no blockchain para alcançar cadeia «mais robusta e eficiente»

«A Yilport irá acelerar a digitalização do comércio global. Modernizar os processos de operação da logística é fundamental para a construção de uma cadeia de abastecimento robusta e mais eficiente», salientou a empresa turca que, desde 2016, detém forte presença nos portos portugueses. Neste contexto, frisou, será instrumental a adopção dos procedimentos digitais promovidos pela plataforma TradeLens, que integra já players de renome mundial como a MSC, CMA CGM, Hapag-Lloyd ou a Ocean Network Express (ONE).

«A TradeLens contribuirá para fornecer o melhor serviço e visibilidade para os parceiros da cadeia de abastecimento para a marca Yilport Holding», acrescentou a empresa. Segundo a operadora, a plataforma «oferece aplicativos inovadores para todos os stakeholders envolvidos na cadeia de abastecimento, como transportadores, agentes de navegação, operadores portuários, autoridades alfandegárias e prestadores de serviços financeiros». Assim, esta solução inovadora, que recorre à cada vez mais famosa tecnologia Blockchain, fornece « informações de ponta a ponta da cadeia logística, facilitando a partilha de dados, colaboração e fluxos de comércio aprimorados», reforçou a holding turca.

TradeLens: a Revista Cargo explica-lhe tudo o que precisa de saber

Fruto de uma parceria entre a IBM e a líder de mercado no âmbito do transporte marítimo contentorizado, a nórdica Maersk, a plataforma digital tem ganho relevo com a integração de vários players globais, provenientes de diferentes espectros da cadeia logística. A Revista Cargo acompanhou, desde o início da parceria, os desenvolvimentos relativos à evolução desta solução com recurso ao Blockchain, tendo, inclusivamente, publicado uma reportagem contendo todas as explicações sobre esta ferramenta, proferidas, precisamente, por quem de direito: Alexa Ríos.

Uma das figuras de destaque do 22º Congresso da APLOG, realizado em Lisboa no passado mês de Novembro, a espanhola Alexa Rios – Regional Product Expert – TradeLens|Europe na A.P. Moller – Maersk – explicou a utilidade e as valências inovadoras da TradeLens. «Uma das razões pelas quais esta indústria se torna tão complexa é o facto de ainda estar bastante agarrada ao papel. Esta indústria é altamente dependente de documentação física – esses documentos necessitam, muitas vezes, de serem emendados, o que implica modificações, reenvios, erros, perda de tempo e alguma falta de transparência e de eficiência. Para um cliente saber do paradeiro do seu contentor a qualquer momento, precisa de gastar imensos micro-recursos, fazer imensos telefonemas, para obterem essa informação», declarou, ao formular o problema que levou à criação da actual solução.

«Em 2014, decidimos, juntamente com o nosso parceiro tecnológico IBM, compreender qual a dimensão desta problemática – sabíamos que existem queixas por parte dos clientes, sabíamos que se trata de algo complexo, mas ainda não conseguíamos decifrar, em números, o que significava. Então, fizemos uma prova de conceito, através da experiência de acompanhar a viagem de um contentor de abacates, desde o Quénia até ao Porto de Roterdão, na Holanda: 30 players estiveram envolvidos na operação, sendo precisos mais de 200 e-mails e telefonemas para acompanhar o processo. O transit time original era de 34 dias mas um documento perdeu-se durante a viagem, o que gerou um atraso de dez dias», salientou.

«Juntamente com a IBM descobrimos que 20% do custo total do transporte estava ligado a documentação. Daí pensámos: o que poderemos fazer para implantar tecnologias – que estão disponíveis no mercado – e construirmos uma solução capaz de resolver um problema global do qual este negócio padece? Foi assim que desenvolvemos o Tradelens, uma inter-plataforma colaborativa capaz de conectar cada membro da rede com todos os restantes – estamos a falar de carregadores, transitários, consignatários, transportadores, alfândegas, operadores de terminais, serviços financeiros e outros», rematou Alexa Rios. A reportagem – exclusiva – da Revista Cargo poderá ser lida na sua totalidade aqui e aqui.

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