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Yilport critica falta de investimento tecnológico dos «anteriores accionistas» da Tertir

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Através de um comunicado hoje divulgado, a companhia turca Yilport – que integra o Grupo Yildirim, dono das operações portuárias da Tertir que outrora pertenciam à Mota-Engil e ao Novo Banco – criticou a gestão levada a cabo pelos accionistas anteriores, principalmente no contexto tecnológico. Para a empresa turca, a ausência de real investimento na área da inovação tecnológica por parte da anterior gestão é hoje um obstáculo no caminho do desenvolvimento do negócio do grupo na Península Ibérica.



Yilport deixa crítica aos «anteriores accionistas»

Refere a Yilport que a «pouca atenção dada» por banda «dos anteriores accionistas» ao investimento em tecnologia é hoje uma «adversidade» que redunda num grande obstáculo «que está a ser enfrentado pelas equipas operacionais». Sem o investimento que, sente a empresa, haveria de ter sido feito anos antes, torna-se um grande «desafio» atingir, «através do equipamento existente nos terminais, aqueles que são considerados os padrões normais no sector industrial portuário, quer a nível de qualidade, quer a nível de fiabilidade».

Incremento tecnológico terá «especial atenção»

Focada na resolução deste problema, afirma a subsidiária do Grupo Yildirim que «está a ser dada especial atenção, por parte das equipas de gestão, a todas as possibilidades que permitam melhorar a segurança, tendo em conta os padrões internacionais». O comunicado salienta também o foco primacial dado ao Porto de Lisboa, tendo em conta o historial recente e o adjacente «impacto dos conflitos nas operações», hoje em dia ultrapassados. Lembra, no entanto, que continuará a adoptar uma postura «neutra no que diz respeito às questões sindicais, para que os sindicatos Leixões e outros portos possam ser tratados de igual forma».

«Desafios esperados e também inesperados», admite a empresa turca

O comunicado, assinado pelo CEO da empresa, Christian Blauert, realça também outros obstáculos encontrados pela Yilport na sua intervenção empreendedora em Portugal – não obstante o «forte foco» no desenvolvimento do negócio na região, «a Yilport encontrou alguns desafios esperados e também inesperados, em Portugal. Um destes desafios foi a prolongada discussão entre a gestão/administração das empresas e o sindicato em Lisboa, o que resultou numa grande perda de confiança por parte dos clientes, bem como uma perda de negócios nos terminais de Lisboa nos últimos anos antes da aquisição».

Com o propósito de fomentar a «troca de informação», a discussão de «pontos de vista individuais» e plataformas de entendimento para solucionar «conflitos que possam surgir devido à natureza dos interesses, que são distintos», explica a empresa turca que é seu desígnio, desde que chegou a Portugal, a implementação de «uma base de comunicação mais profissional entre o sindicato e a administração». «Todos estes desafios estão ou serão ultrapassados», afiança a Yilport, garantindo também que soluções e sistemas «estão a ser criados para que estes desafios possam ser facilmente superados».

Software NAVIS será implementado em Portugal, afiança a Yilport

«O objectivo é garantir o crescimento futuro e trazer negócios rentáveis para a Yilport em Portugal, tal como para com os nossos parceiros e outros ‘stakeholders’ no sector portuário e logístico», elucidou a companhia turca, adiantando ainda, em primeira mão, que é seu objectivo a implementação do «software NAVIS para as operações em Portugal e Espanha» – um sistema «usado entre os maiores e os mais eficientes portos e terminais do mundo», caracterizou.



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