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Potencialidades da ZILS e do Porto de Sines sob os holofotes de empresas chinesas e norte-americanas

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No passado dia 21 de Maio, uma delegação de representantes do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) visitou a Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS). Os visitantes contaram com uma recepção liderada por Francisco Mendes Palma, CEO da aicep Global Parques e Miguel Borralho, Director da ZILS.



Visita à ZILS «foi alvo do maior interesse da comitiva», comunicou a aicep

À apresentação preparada no Centro de Negócios da ZILS, com foco na Zona Industrial e no Porto de Sines, seguiu-se uma visita às instalações da Zona Industrial. A ZILS, revelou a aicep Global Parques, «foi alvo do maior interesse da comitiva, pelas vantagens que apresenta para novos investimentos».

A visita da comitiva de Macau enquadra-se num crescente interesse empresarial que vem enquadrando a ZILS nos últimos anos – de facto, a aposta externa nas potencialidades da Zona Industrial e do Porto de Sines, uma das referências do transhipment na Europa, tem sido uma realidade, como tão bem espelha a recente entrevista de Francisco Mendes Palma ao semanário ‘Expresso’.

Projectos estrangeiros em equação: ZILS atrai a atenção das potências mundiais

De acordo com o CEO da aicep Global Parques, estão, em discussão, projectos que envolvem duas potências mundiais: os EUA e a China – um desses projectos prende-se com a  instalação de um complexo de tancagem de gás natural em Sines. Mas o interesse oriental em Portugal, ainda recentemente reforçado pela ministra das Relações Externas da China, também está focado em Sines, revelou.

«Os chineses estão cada vez mais competitivos em preço e qualidade na produção de células foto-voltaicas. A ideia seria fazer em Sines a assemblagem de material vindo da China», adiantou Francisco Mendes Palma. O objectivo seria o de «exportar mais facilmente para a Europa».

Segundo palavras do CEO da aicep Global Parques, o projecto ligado à tancagem de gás está num patamar mais avançado: «Tem havido interesse do outro lado do oceano em instalar em Sines operações logísticas de tancagem de gás natural. Os EUA passaram a ter tanto gás que hoje são exportadores e estão à procura de localizações para o armazenar», comentou. «Já tivemos cá visitas de dois embaixadores norte-americanos em Portugal, o actual e o anterior, e de representantes das empresas potencialmente interessadas», acrescentou.

«Já estudaram localizações potenciais dentro de Sines e o reforço dos pipelines para fazer a ligação», revelou ao ‘Expresso’. Para Mendes Palma, as provas cabais da capacidade logística da ZILS são irrefutáveis: «Mostrámos que aqui há condições logísticas para a tancagem de bens energéticos, que poderão ser depois distribuídos por outros mercados onde as infra-estruturas não são tão competitivas», afirmou.

Porto de Sines e o seu papel fundamental na dinamização dos negócios

Neste contexto, ganha relevância fundamental o papel do Porto de Sines: «O porto é de águas profundas, o que permite a entrada de grandes navios. Já existe um terminal de gás natural, por isso é só ligar à torneira. Temos uma rede de pipelines com 17 quilómetros que facilmente poderá crescer e há muitos hectares de terreno disponível», explicou. A intenção norte-americana será a de armazenar em Sines para depois exportar para a Europa Ocidental, esclareceu.



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